Uma das muitas formas que o ser humano tem para se exprimir é o vestuário. Através dele mandamos uma mensagem, como a nossa personalidade ou até o nosso estado de espírito.
Na década de 60 “as senhoras (…) usavam malinhas na mão, com saias que travavam ou destravavam um pouco acima do joelho em passos curtos, calças muito poucas. (…) As elegantes compravam revistas estrangeiras (…), com moldes de papel para recortar e mandar fazer na D. Gertrudes ou na D. Laurinda ou encomendavam, nas boas casas de “alta costura‟ (…), uma toilette especial decalcada do atelier de um Diorou de um Balenciaga (…)”, descreveu Fernanda Câncio, jornalista.
No período antes do 25 de abril na baixa Lisboeta haviam poucas lojas onde se poderia comprar a dita “roupa da moda”. Os rapazes usavam calças à boca-de-sino e as raparigas mini-saias. Porém em 1972, Ana Salazarabre a sua primeira loja, a Maçã, e aí deu-se toda uma revolução no vestir pois, com ela, chegaram os mais que desejados jeans, que apenas estavam disponíveis em Londres. Tornando-se assim o vestuário, mais do que nunca, uma expressão da personalidade de cada um.
Nos meses seguintes à “Revolução dos Cravos” houve uma massificação da moda. Apareceram várias “boutiques” e grandes marcas o que despertou nos portugueses um desejo de acompanhar a moda e o interesse no vestir melhor começou a aparecer. As mulheres libertaram-se das “peças grandes” como os conjuntos saia-casaco e fatos completos, para os homens, deixou de ser formal e ganhou um toque colorido. Desenvolveram-se as peças práticas e descontraídas (blusões, t-shirts, sweaters).
Hoje em dia a liberdade que imperou continua. As mulheres rejeitam a roupa desconfortável e dá-se mais atenção ao vestuário masculino.
A moda tornou-se um factor muito importante para compreender os comportamentos e acontecimentos ao longo dos anos. Antes do golpe de estado não havia liberdade nem incentivo suficiente à moda, da parte do estado. Além disso, os portugueses não foram estimulados para a criatividade, por isso não se interessavam pelo vestir. Só depois de 74 é que houve uma estandardização e individualização das pessoas e assim foi possível que a moda se começasse a desenvolver.
(artigo de minha autoria publicado em nstylemag.com)
Ler é uma das melhores coisas que podem existir. Quando lê-mos somos transportados para outra realidade, por vezes imaginária, mas ali, naquele momento especial, torna-se real.
A Wook durante o dia de hoje está a fazer uma campanha muito apelativa!
Se estavas à espera por uma oportunidade para comprar algum livro aproveita!
No passado dia 20 de março chegou a primavera e com ela a equipa das Havaianas para a apresentação das novas alpercatas e para a realização de um anúncio publicitário. O sítio escolhido foi entre o Passeio do Tejo e o Caminho dos Pinheiros, em Lisboa.
As novas alpercatas seguem o modelo dos famosos chinelos em que a sola é o elemento principal. Uma das principais características é que são wet and dry. As diversas cores e o facto de serem trendy são mais alguns dos fatores para que sejam uma das principais must-haves do verão.
A realização da publicidade foi muito divertida e o objetivo final era que as fotografias fossem em 360º e, para isso, foram usadas 30 câmaras de filmar! O resultado apenas sairá em maio mas este dia já ficará na memória dos que participaram.
Para além de Lisboa, este evento abrange outras quatro capitais europeias: Milão, Madrid, Londres e Paris.
Foi um dia muito divertido em que a primavera realmente se fez notar, este ano com sabor a verão.
Depois de várias colaborações entre vários designers e a bebida mais conhecida do mundo chegou a vez de Jean Paul Gaultier costumizar as suas garrafas.
Uma delas chamou-me a atenção por ter um body semelhante ao que a Madonna usou em 1990, que também foi criação do agora creative director da soft drink.
Para além desta ainda existem outras duas: uma de camisola às riscas azuis e brancas (uma das imagens de marca de Gaultier); e uma outra com tatuagens.
As garrafas serão vendidas em exclusivo na Europa já a partir deste verão.
Tudo tem uma história, um passado, até as peças de roupa.
Cada peça tem uma história para contar. Aquela camisola que está no armário há
uma década porque foi com ela que conheceu o amor da sua vida e desde então não
a voltou a usar, os jeans manchados
com marcas da relva dos tempos em que rastejava no chão nas praxes
universitárias, e até aqueles ténis que demorou um mês a juntar dinheiro para
os comprar desde que os viu na montra da loja.
Cada peça de
vestuário torna-se parte de nós, parte da nossa história. E pode dizer muito
sobre cada um. Se vasculharmos o guarda-fatos da nossa mãe, por exemplo,
podemos encontrar uns collants com print animal da década de 80, uns jeans rasgados e uma camisa de flanela
da década de 90 ou até um casaco de malha da década de 2000. Conseguimos,
assim, descobrir as diferentes fases pelas quais a nossa mãe passou.
Porém há
quem não queira guardar recordações dessas fases, ou porque aconteceu alguma
tragédia ou simplesmente porque já não tem mais espaço para as guardar, e
decidem vender a casas que vendem roupa vintage,
por exemplo.
As lojas
vintages são como uma biblioteca, tem imensas histórias para contar. As mais
variadas pessoas entregam as mais variadas peças de roupa com diferentes
histórias para contar que irão continuar a sua história nas mãos de outras. E,
aqui, é que está a parte fascinante: a história não acaba. Passou de umas mãos
para outras e quem sabe se aquela peça de vestuário comprada numa loja vintage por uma avó não passará depois
para o neto e assim sucessivamente?
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